ExpoPrint & ConverFlexo 2026 faz história com público recorde de 57 mil visitantes e R$ 1,7 bilhão em negócios

Com 48.000 m² totalmente ocupados, mais de 460 expositores e 57.275 visitantes qualificados, a feira referência da indústria gráfica latino-americana encerrou sua 20ª edição celebrando recordes históricos em visitação, geração de negócios e um ciclo virtuoso de inovação, sustentabilidade e otimismo setorial.
A ExpoPrint & ConverFlexo Latin America 2026 encerrou suas portas deixando para trás marcas que dificilmente serão esquecidas cedo. Realizada de 24 a 28 de março no Expo Center Norte, em São Paulo, a maior feira de impressão e embalagens da América Latina superou todas as projeções e consolidou mais de R$ 1,7 bilhão em negócios gerados ao longo de cinco dias intensos. Com 48.000 m² de área de exposição totalmente ocupada, mais de 460 expositores, mais de 1.000 marcas globais representadas e um público de 57.275 visitantes altamente qualificados, a edição de 2026 entrou para a história como a mais expressiva dos 20 anos do evento, quebrando todos os seus recordes históricos e consolidando um novo patamar para o setor no continente.
Principais indicadores divulgados pela organização:
| Indicador | Valor estimado |
|---|---|
| Área de exposição | 48.000 m² |
| Expositores | 460 empresas |
| Marcas representadas | 1.000+ |
| Visitantes profissionais | 57.275 |
| Crescimento vs. edição anterior | 20% |
| Negócios gerados (contratos e leads) | R$ 1,7 bilhão |
Logo no primeiro dia, a organização já reportava corredores cheios, máquinas rodando em regime de demonstração permanente e um público altamente qualificado, disposto a investir em renovação de parque instalado, automação e novas linhas de embalagem e rótulos. Ao longo da semana, o clima de “feira de fechamento” se intensificou, com fabricantes reportando contratos assinados em estande e pipelines robustos para os próximos meses.
Para Jorge Maldonado, presidente da Afeigraf, entidade realizadora da feira, trata-se de um marco histórico: “Vivenciamos, nos corredores da ExpoPrint 2026, algo espetacular e sem precedentes. Mudamos a história da indústria de impressão nas Américas. A quebra de recordes em visitação e o volume expressivo de negócios gerados comprovam a força do nosso mercado e a confiança do empresário no futuro. Mostramos ao mundo a potência da nossa indústria.” Ismael Guarnelli, presidente da APS Eventos Corporativos, completa: “Entregamos a maior edição de todos os tempos. Foram mais de 48.000 metros quadrados ocupados por uma energia intensa de inovação e geração de negócios, a consagração de um trabalho pautado pela excelência. A edição de 20 anos da ExpoPrint marcou o maior encontro da nossa indústria no continente.” A APS Eventos Corporativos e a Afeigraf contaram com o apoio estratégico da Abflexo/FTA-Brasil para entregar um evento à altura da relevância que a data exige.
Novas tecnologias e lançamentos: automação, digital e sustentabilidade no centro do palco
A edição 2026 foi marcada por uma forte convergência entre automação de processos, impressão digital de alta produtividade, integração de software e sustentabilidade em toda a cadeia, do pré-impressão ao acabamento.
Entre os destaques tecnológicos observados nos pavilhões:
- Flexografia e conversão de embalagens: o novo pavilhão ConverFlexo consolidou-se como hub para linhas completas de impressão e conversão de embalagens flexíveis, rótulos e etiquetas, com foco em tiragens menores, setup rápido, automação de acerto de registro e controle de cor em linha.
- Impressão digital de produção: impressoras toner e inkjet de alta produtividade mostraram avanços em qualidade, velocidade e versatilidade de substratos, incluindo mídias sintéticas, papéis reciclados e aplicações de dados variáveis.
- Têxtil digital e impressão sob demanda: a Fábrica de Camisetas by FESPA apresentou fluxos de produção “on demand”, conectando criação, RIP, estamparia digital e logística, modelo alinhado à economia de baixas tiragens e personalização.
- Grande formato e comunicação visual: impressoras UV e látex reforçaram a migração para tintas de menor impacto ambiental, com aplicações em sinalização, decoração, envelopamento e comunicação em PDV.
- Acabamento e embelezamento: soluções de verniz localizado, hot stamping digital, cortes a laser e sistemas de dobragem e colagem automatizados mostraram como agregar valor e margem à impressão, tema recorrente em demonstrações diárias.
- Software, pré-impressão e automação de fluxo: a feira reforçou a importância de MIS, workflow, color management e ferramentas de integração planta inteira, permitindo visão em tempo real de custos, prazos e gargalos.
Empresas internacionais destacaram publicamente o perfil técnico do público brasileiro e latino-americano e a disposição para investir em soluções de maior valor agregado. Depoimentos de expositores de edições recentes foram recuperados pela organização para reforçar esse posicionamento, ressaltando a feira como “força motriz” de viradas de mercado e um “catalisador de negócios” entre uma drupa e outra.
A pluralidade de segmentos representados na ExpoPrint 2026 espelha com precisão a complexidade e a riqueza da cadeia gráfica contemporânea. Impressão, embalagens e flexografia dominaram o espaço, com 88% dos expositores presentes neste universo, enquanto o segmento de Acabamento e Embelezamento esteve representado por 59% das empresas participantes e Consumíveis por 57%. A Pré-impressão, com 46% de participação, também marcou forte presença, demonstrando que toda a cadeia produtiva esteve engajada.
Conteúdo, educação e ESG: Congresso e FESPA Foundation em evidência
Além da área expositiva, a ExpoPrint & ConverFlexo 2026 reforçou um eixo de conteúdo robusto, conectando tecnologia, gestão e sustentabilidade.
- Congresso Sustentabilidade & Inteligência Gráfica: com arena própria, discutiu temas como descarbonização da cadeia, economia circular, eficiência energética e uso inteligente de dados de produção.
- Ilha da Sublimação by FESPA: ampliada em relação à edição anterior, conectou empreendedores de brindes, têxteis e personalização a workshops sobre tecnologia, gestão de pequenos negócios gráficos e oportunidades de nicho.
- Fábrica de Camisetas by FESPA: demonstrou diariamente fluxos completos de produção têxtil sob demanda, reforçando tendências de nearshoring e customização em massa.
- PRINT Live: o podcast oficial da APS gravou uma nova temporada ao vivo na feira, debatendo perspectivas da impressão para os próximos anos, com foco em impressão funcional, embalagens e digital.
No pilar social, o Projeto 67 Minutos, da FESPA Foundation, mobilizou expositores para dedicar parte de sua capacidade produtiva durante a feira à fabricação de cadernos, livros, material escolar e vestuário destinados a instituições de caridade, meta que busca superar 30 mil itens produzidos. Visitantes também foram convidados a doar caixas de lápis de cor na entrada, reforçando a conexão direta entre indústria gráfica e impacto social.
Avanço dos expositores chineses: presença estruturada e debate de bastidores
Um dos movimentos mais comentados nos corredores foi o crescimento da presença chinesa, tanto em número de empresas quanto na diversidade de soluções apresentadas. A participação de fabricantes apoiados por entidades como a Printing and Printing Equipment Industries Association of China (PEIAC) e estruturas de vendas internacionais pôde ser observada na lista oficial de expositores, com empresas dedicadas a flexografia, offset, acabamento, consumíveis e componentes.
Nos estandes, a estratégia chinesa combinou três elementos principais:
- Portfólios completos cobrindo desde máquinas principais até periféricos e insumos.
- Condições comerciais agressivas, com financiamento, prazos estendidos e políticas de demonstração in loco.
- Comunicação clara sobre suporte local, estoques regionais e presença de distribuidores brasileiros.
Esse avanço intensificou discussões entre fabricantes tradicionais nacionais, europeus, japoneses e norte-americanos, bem como entre convertedores e gráficas que buscam equilibrar custo de aquisição, TCO (custo total de propriedade) e confiabilidade de longo prazo. Nas conversas de bastidor, executivos brasileiros de pré-impressão, flexografia e comunicação visual destacaram que a “China veio para ficar”, mas que o diferencial competitivo, para todos, tende a migrar rapidamente para serviços, suporte, integração e capacidade de customização, mais do que apenas preço por equipamento.
Percepções em redes sociais: pragmatismo, cautela e oportunidade sobre o avanço chinês
Uma análise em publicações recentes no LinkedIn mostra que a comunidade gráfica brasileira e latino-americana reage ao aumento de expositores chineses com uma combinação de pragmatismo e cautela. Profissionais de vendas, consultores e donos de gráficas relatam em posts e comentários que:
- A presença chinesa amplia o leque de opções e pressiona a competitividade de fabricantes tradicionais, o que pode favorecer o comprador.
- Há maior maturidade na análise de TCO: parte importante dos visitantes passa a comparar não apenas preço de compra, mas vida útil, assistência técnica, disponibilidade de peças e valor de revenda.
- Alguns líderes de mercado enxergam oportunidade de parcerias tecnológicas, integrando máquinas chinesas a fluxos de trabalho, softwares e soluções de acabamento de outras origens, construindo linhas híbridas.
- Há relatos de casos de sucesso com impressoras e sistemas chineses já em operação no Brasil, o que reduz preconceitos históricos, mas também de experiências negativas, que reforçam a necessidade de due diligence antes de investir.
Em síntese, o sentimento dominante nas redes é menos ideológico e mais orientado a negócios: o mercado reconhece que os fornecedores chineses vieram para ocupar espaço relevante, e que a resposta local passa por diferenciação em serviço, suporte, inovação de aplicação e proximidade com o cliente, não apenas disputa de preço.
Segmentos em destaque: flexografia, embalagem e conversão no radar
A criação do pavilhão ConverFlexo e o reforço institucional da ABFLEXO/FTA-Brasil como parceira estratégica da feira evidenciam a transformação da ExpoPrint em um polo fundamental para embalagem, rótulos e conversão em geral.
Em 2026, os corredores dedicados a flexografia, banda larga e banda estreita, soluções de sleeves, clichês, tintas, anilox e inspeção online mostraram:
- Maior foco em automação de setup, com troca rápida de trabalho, assistência remota e uso de inteligência de dados para reduzir desperdícios.
- Integração de soluções digitais (como inkjet para dados variáveis e versões curtas) dentro de plantas flexográficas, configurando modelos híbridos.
- Crescente atenção a substratos recicláveis, barreiras sustentáveis e redução de gramaturas, em linha com exigências de grandes marcas de consumo.
Esse movimento reforça a ExpoPrint & ConverFlexo como ponto obrigatório de atualização para convertedores de todo o continente, que passaram a enxergar o evento não apenas como feira de impressão, mas como plataforma de soluções completas de embalagem.
Impacto para o mercado brasileiro e latino-americano
Ao completar 20 anos, a ExpoPrint & ConverFlexo Latin America 2026 reforça seu papel como “drupa das Américas”, alternando-se com grandes eventos globais e oferecendo, a cada quatro anos, uma fotografia atualizada das principais tendências tecnológicas e de negócios.
Para o mercado brasileiro e latino-americano, alguns recados são claros:
- A competitividade passa cada vez mais por automação, controle de dados e capacidade de resposta rápida a demandas de curto prazo.
- A fronteira entre impressão comercial, embalagem, rótulos, têxtil, funcional e decorativa segue se diluindo, abrindo oportunidades para gráficas que consigam diversificar com eficiência.
- Sustentabilidade deixa de ser tema periférico para tornar-se componente central de decisões de investimento e estratégia de portfólio.
- A presença crescente de expositores chineses e de novos players regionais aponta para um cenário multipolar, em que alianças, parcerias e especialização ganham peso na estratégia competitiva.
Nas palavras da organização, a edição 2026 “revolucionou mais uma vez a indústria” e estabeleceu novas referências de escala, diversidade tecnológica e geração de negócios para as próximas décadas da impressão nas Américas.






Por Eudes Scarpeta




